O papel amassado, a tinta borrada e os dedos manchados
denunciavam: aquela carta fora lida diversas vezes. Ela revisava frase por
frase, uma palavra após a outra, na expectativa de ser dissuadida por um
desfecho contrário ao que ficara explícito. Ela relia o parágrafo único sem
resignação, como quem procurava uma linha a mais que portasse um “todavia”, um
“porém ou um “mas”. Mas, não. A companheira, a mesma com quem enfrentara o
preconceito da família e de toda a sociedade, partiu. O que tornava tudo tão
incompreensível era o fato de não ter havido o olho no olho, uma troca qualquer
de palavras. Talvez tivesse doído menos ouvir um “acabou, não te quero mais”. A
escrita, ao contrário da oralidade, deixa em aberto o verdadeiro sentimento que
motivou a atitude: “estaria ela com raiva, hesitante, decidida?”. Cada lágrima
enxugada carregava consigo a esperança de não ter lido acertadamente o final
trágico ou de encontrar uma explicação que pudesse ser esclarecida, e tudo
voltaria a ser como sempre foi. Mas, não. Não existia um motivo lógico ou
evidente: a mulher, que até a leitura da carta fora sua, deixou-a para não mais
sê-la, não obstante uma lembrança terna da felicidade que se esvaiu.
Simplesmente, acabou, como pode ser finito qualquer amor incapaz de se
reinventar.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
O NOSSO MORALISMO, COMO DE PRAXE, APONTA PARA A PESSOA ERRADA
O jogador brasileiro Diego Costa, 25 anos, natural de
Lagarto (SE), que atua no Atlético de Madri, fez na última terça-feira uma
escolha que irá despertar a ira dos brasileirinhos patriotas: abriu mão da
convocação à Seleção Brasileira para atuar pela atual campeã mundial, a
Espanha. Não se discute a legalidade nem o quão saudável ao esporte é a
possibilidade de um atleta de um determinado país ser “contratado” para atuar
por outro, visando especialmente os torneios importantes. A brecha no
regulamento permite tal movimentação.
Isso à parte, que me perdoem os pachecos de plantão, mas o
jogador tem o direito de defender a esquadra que preferir, ainda mais se a regra
permite. E lembremos do momento que vivemos: não é mais tempo de esbravejar que
“ele virou as costas para o país, traiu toda uma nação!”, e mais aquelas frases
feitas que soam ensaiadas e não menos hipócritas. Qualquer moralismo é
incabível e, convenhamos, as lições dessa ordem nunca combinaram com o futebol.
Que Diego Costa tenha sucesso como jogador da Fúria.
O outro lado dessa discussão cabe ao técnico do Brasil, Luiz
Felipe Scolari. Se há alguém que não pode se queixar do veredicto do atacante é
o gaucho. Felipão convocou, em 2012, o atual artilheiro do campeonato espanhol
para dois amistosos importantes (Itália e Rússia). Na soma dos dois jogos,
foram 31 minutos dados a Diego pelo técnico canarinho. É fato que o rendimento
não foi bom, mas é fato também que Scolari perdeu muito tempo, em 2013, com
Alexandre Pato – em má fase e reserva no Corinthians –, enquanto Diego Costa,
sem ser convocado, anotava mais tentos que Messi e Cristiano Ronaldo na Liga Espanhola.
E esse é o ponto-chave do debate. Ainda que Diego Costa não
seja um jogador de alto nível, merecia mais chances, especialmente vendo atacantes,
cujo rendimento em seus clubes era bem inferior, sendo chamados e não
convencendo. Em vista disso, a sensação é que o sinal positivo dado por Vicente
del Bosque, treinador da Espanha, no sentido de querer contar com o jogador,
despertou no técnico brasileiro aquele sentimento de quem “dormiu no ponto”, e
decidiu reparar o erro. Um pouco tarde, Felipão. Ao invés de sensacionalizar o
assunto, dizendo publicamente que o sergipano “deu as costas ao sonho de
milhões de brasileiros”, a sua responsabilidade era convocá-lo justamente por
ser o melhor atacante brasileiro em atividade. Se houve alguém a dar as costas
a outrem foi o bigodudo que comanda a Seleção.
É fundamental que o jornalismo não acirre ainda mais os
ânimos e passe a tratar a decisão de Diego Costa com desapego e sem o velho
discurso piegas. É papel importante da imprensa não botar mais paixão em meio a
um esporte que quase não resguarda o mínimo de racionalidade. A despeito da
nossa safra ruim na posição de centro-avante, já foi mostrado que a Seleção possui
uma base competitiva para a disputa do mundial. É obrigação do treinador
garimpar outro atacante, depois da negligência que não passou impune.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
ORAÇÃO DO DESEJOSO AGRADECIDO
Meu bom Deus,
Obrigado pela vida.
Pela natureza organizada,
Embora nossa percepção limitada
Faça tudo parecer caótico.
Peço que continue a nos velar.
Que o entendimento e a lucidez permeiem nossas ações,
Porque sem discernimento
Nada é digno de valer a pena.
Obrigado pela liberdade,
Pela possibilidade de sermos alguém.
Por nos responsabilizar
Ou consagrar o que aqui se faz.
Oro para que a capacidade de conhecimento avance.
Que a razão possa desmistificar o mundo
E novos desafios venham,
Pois a comodidade e o obscurantismo corrompem.
Agradeço pela brevidade.
Tanto das gentes, como das coisas.
O eterno banaliza as coisas
E não dá às gentes um mote.
Rezo para que sejamos também afeto.
Porque o método pragmatiza.
E sem sentimento,
Encontrar-te é impossível.
Amém
terça-feira, 15 de outubro de 2013
FAÇA JUS AO NOME: a autoajuda só pode vir de você, não dum livro
Como são fantásticos os livros de autoajuda! Com eles, é
possível emagrecer 50 quilos em uma semana, ainda que a gente tenha se
alimentado mal e errado a vida inteira. Com esse gênero de literatura, a gente
consegue chegar à felicidade ou resolver os maiores desafios da vida ao ler as
sete ou dez dicas desse ou daquele livro. É bem verdade que a Filosofia debate
essas dúvidas desde o século VI a.C., e ainda não encontrou uma resposta
definitiva – e possivelmente não achará nunca.
Mas o que é o maior campo do saber, se comparado a um livro
de autoajuda? Se a Filosofia patina há 28 séculos, o livreto com as dez
soluções existenciais para viver melhor é capaz de descobrir isso em pouco
tempo, e mais: resume tudo em algumas páginas. Esse fenômeno diz muito sobre
quem somos, o nosso comodismo de buscar o caminho mais fácil, sem discernir (e
por que nos daríamos a tamanho trabalho?) que essas bulas não passam de ilusão.
Como se cada pessoa não tivesse uma maneira peculiar de ser
feliz ou de buscar qualquer outro anseio. Não há fórmulas e, por isso, criar um
padrão que abranja um número extenso de pessoas é negar o óbvio: cada
microcosmo (indivíduo) é um emaranhado de defeitos e virtudes, uma aquarela
genética, perfis conflitantes que habitam meios completamente distintos. Como
botar toda essa diversidade sob o jugo de um referencial apenas?
O mais grave é o leitor não entender isso. Porque o
receituário promete mil milagres, mas possui um defeito crucial: ele é incapaz
de se adequar plenamente a nós. O ser, mutante que é, daqui a um segundo não
será mais quem foi há pouco. A existência humana é tão complexa, e dialética, e
paradoxal, que não há livro que possa consumar todas as crises. O homem
desenvolveu a inteligência justamente por isso: para buscar, dentro de si, nos
confins da sua própria existência, a resposta para o que o angustia.
Como são tristes os livros de autoajuda...
sábado, 5 de outubro de 2013
AMARILDO, O “BOI”, FOI UMA VÍTIMA DO NOSSO TRAÇO CULTURAL MAIS PERVERSO
Digamos que Amarildo de Souza, o “Boi” (como poucos, ele conseguia
carregar, nos ombros, dois sacos de cimento numa única corrida, fazendo jus ao
codinome), fosse traficante ou tivesse qualquer tipo de relação com o crime
organizado na Comunidade da Rocinha. Digamos que Amarildo não fosse o ajudante
de pedreiro que era, cujos contra-cheques comprovam a sua atuação como tal. Digamos
que, mesmo envolvido no poder paralelo da maior favela brasileira, Amarildo
preferia – só pra não chamar a atenção – morar numa casa de 18m² (provavelmente um espaço menor que a sala da sua casa), único cômodo,
sem rede de esgoto, com a esposa e seis filhos.
A despeito de todas essas hipóteses, que cada vez mais são
derrubadas, Amarildo não merecia o fim que teve. Ninguém merece. Não só porque o “Boi” era
inocente. É que não é digno, nem do pior bandido, morrer da forma que foi, pelas
mãos do Estado a desfechar o caso com tamanha frieza, como se ele, o Estado,
fosse um... criminoso, o mais desprezível entre todos. Porque, em sã
consciência, pouca gente é capaz de contradizer o óbvio: a PM do Rio, alocada
na UPP, um dia depois da operação “Paz Armada”, chefiada pelo Major Edson
Santos, torturou e executou “Boi”. É para isso que as investigações da polícia civil apontam.
Embora lamentável, não é uma prática pouco recorrente,
especialmente em regiões carentes. É o velho ranço da escravidão, que ainda
responde pela afinidade entre negritude e pobreza. Tal como naquela época, o
zelo pela vida do miserável quase inexiste. No fim, quem se importa com um
favelado morto? Razão pela qual, em situações como esta, cai em voga o
comentário: “e quem garante que ele não era bandido?”. Eis a pergunta
mesquinha, pois nem perto de justificar qualquer agressão, quanto mais a morte.
Para quem ainda não percebeu, o Brasil é um Estado Democrático de Direito, e,
diante de qualquer suspeita, o procedimento correto requer indícios, evidências, provas, além de
julgamento com ampla defesa do acusado e, se for o caso, prisão sem pena de
morte.
A ação, como já analisou este blogueiro (http://semcensor.blogspot.com.br/2013/08/o-povo-nas-ruas-pm-e-o-jn-conheceram.html),
está mais relacionada à PM e menos aos profissionais em si. Claro que há o policial
corrupto, como há em qualquer profissão. É bem verdade também que a diferença
entre um PM corrupto e, por exemplo, um advogado corrupto é enorme: o primeiro
trabalha armado, e uma ação sua indevida pode ceifar uma vida. Até por isso, é
justo que o fardado receba um salário melhor que o atual, condições mais
apropriadas de trabalho (armamentos e equipamento sofisticados), mais treinamentos. Enfim, é fundamental que a
corporação esteja escorada num sistema de inteligência que faça o PM se expor o
menos possível, seja para o bem ou para o mal.
Além disso, é necessário arrancar da polícia militar o DNA
que a acompanha desde a sua origem. Quando assume a posição de defender o poder
de quem o ameaça, ou seja, o povo, acaba por agir como no “caso Amarildo”. Para
a polícia, se o povo é uma ameaça que deve ser extirpada, imagine, então, a
porção pobre da massa. Amarildo é vítima dessa sistemática, que tem governos e
polícias no centro da discussão, porém sem cometer as atrocidades sozinhos: a
sociedade, que abre mão de ter esses acontecimentos como prioridade, é parte
culpada também.
O “Boi” foi vítima da PM aristocrata que temos, tão ultrapassada
quanto violenta, e da sociedade que negligencia questões desse tipo. O que
aconteceu a Amarildo – e a tantos outros pobres e pretos como ele – retrata
pouco ou muito um Brasil ainda enraizado no que de pior esse país já teve. A morte
desse ajudante de pedreiro, pai de seis filhos, não pode ser em vão. Porque ela
joga luz sobre uma PM que age feito aqueles que nos despertam os maiores medos. Se a
sociedade acha tudo isso normal, ela também tortura e mata um pobre da Rocinha.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
QUANDO AMBOS MENTEM NUM RELACIONAMENTO
O texto de hoje
vai pra você, que já caiu no falso discurso bondoso e compreensível da mulher
que está ao seu lado. Porque o tempo juntos, a longevidade do relacionamento,
faz com que a gente acredite que as nossas cagadas (todas elas) possam ser
perdoadas incondicionalmente. O pior de tudo é que cremos nisso, pois a outra
peça da relação assume que não te porá contra a parede, caso você confesse “um
crime”.
A situação mais clássica –
que já aconteceu comigo e deve ter ocorrido com você também – é quando passa
uma mulher ao seu lado, e a sua companheira, antes mesmo de você, nota que a
criatura em movimento é uma das coisas mais lindas que já pairaram na Terra. Sucede
a essa conclusão a velha pergunta manjada de toda mulher temerosa: “você achou
aquela moça bonita?”. Na sequência, a afirmação (também dela): “pode falar a
verdade, eu não vou ficar brava”. Aí é que mora o problema...
Porque a causa de
toda a guerra mundial do casal que virá após a sua resposta, caso ela seja
positiva, é justamente aquele adendo à pergunta, quase que de forma
despretensiosa, aparentemente sem querer (“pode falar a verdade, eu não vou
ficar brava!”), mas que é uma arma poderosa da mulher para “espremer” o macho
adiante (algo semelhante ao jargão policial “tudo o que disser poderá ser usado
contra você no tribunal”). E o homem – ou a outra mulher – da relação,
despreparado, desatento e inocente, cai feito um pato, cometendo o maior erro
que alguém pode praticar nessa situação: dizer a verdade.
Esta é uma
verdade que jamais pode ser revelada. Por mais inacreditável que seja a mulher a
desfilar ao seu lado, a deixar aquele perfume que ficará entranhado na sua
alma, não diga que a achou linda. Se possível, jure de pés juntos, joelhos no
milho e mãos-postas que nem sequer viu a moça. É evidente que não é correto
mentir, mas essa é uma pendenga que você resolverá com o Todo Poderoso só
depois, daqui a sabe-se lá quanto tempo. Enquanto o Juízo Final não vem, para o
bem da paz mundial, minta.
Essa é a famosa
mentira que protege a própria mulher e, claro, a si mesmo. Porque se a sua
resposta for “sim, eu achei aquela moça bonita”, dentro de poucos minutos a sua
querida companheira estará com a auto-estima lá embaixo, se achando a obra mais
cretina concebida pelo mundo, temendo que você irá largá-la para ficar com a
outra que acabara de achar apenas bonita. Sejamos realistas: a sua vida vai virar
um inferno, ainda que por pouco tempo. Em suma, achar outra pessoa bonita é algo
tão banal, posto que outras pessoas são inevitavelmente bonitas, mas tal
julgamento se transforma numa paranoia incontrolável na cabeça da mulher.
Temos, então, o
célebre efeito borboleta. Uma palavra
mal posta aqui, uma opinião não tão bem sucedida ali, um adjetivo atribuído ao
substantivo errado acolá, e bang! Toda
a lógica do tempo e dos acontecimentos premeditada por Deus é desestabilizada,
e já era a calmaria. Você será crucificado por uma boa porção de minutos. Por
isso, para evitar o caos, mesmo que ela venha com o olhar meigo e a voz doce,
brade a palavrinha que manterá em voga o bem de todos e a felicidade geral dos
dois: “Não! Não vi graça nela” ou um desprezível “Não! Nem reparei...”.
Do contrário,
você terá de desempenhar o trabalho psicológico que é inerente a quem se
relaciona com uma mulher: o de desfazer a tristeza e o ódio dela por você. Uma vez
que se você for frágil, cair na armadilha e responder “sim, achei a criatura
bonita”, você encontrará a sua amada desolada ou enfurecida e, logo após indagar “por que
você tá triste? O que aconteceu?”, ela te fará o maior culpado de todos os
tempos usando algumas poucas palavras: “você achou ela bonita...”.
Ocorre que toda
pergunta feminina (como a do tipo “você achou aquela moça bonita?”) é retórica:
ela indaga, só que exigindo de você a resposta que ela quer. É a única situação
em que uma interrogação não está aberta a várias possibilidades, e ai de você –
namorado, noivo, marido ou igualmente mulher – se não souber qual a resposta
correta a dizer. Nunca é demasiado recordar: só há uma mísera opção de resposta,
uminha da silva. É prudente, pois, que você esteja atento a ela, se quiser sair
ileso de uma discussão de relacionamento.
Em caso de erro –
e é importante lembrar que existe uma chance enorme disso ocorrer –, talvez
você tenha que perder o futebol de logo mais pra convencer a amada de que,
mesmo achando outras mulheres lindas, é ela que você quer, porque a outra, além
de não possuir metade da beleza dela, simplesmente não é ela, a pessoa em meio
a milhares que você escolheu para ficar ao seu lado a vida toda. Minta, admita
em silêncio a beleza da outra e confirme aos quatro cantos que, a despeito de
todas as maravilhas que te circundam diariamente, é a sua mulher que te faz
feliz como nenhuma outra.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
NATUREZA ANTROPÓFAGA: por que a gente transa às escondidas
Se alguém te
pedir pra fazer uma lista com as cinco coisas de que você mais gosta,
certamente o sexo estará entre elas.
Possivelmente, ele se encontrará nas três primeiras. É muito provável que
encabece a relação. Exceto ao mais imaculado dos corpos, é inegável que a
experiência sexual é a perdição da carne, a prova cabal de que o espírito se
rende à matéria. E tudo seria mais triste se de outra forma fosse.
O sexo, que no
princípio da existência humana (ainda completamente primitiva e selvagem) era
usado pelo homem – e só por ele – para saciar uma necessidade, passou a ser
usado para perpetuar a espécie, fruto do desenvolvimento da inteligência do homo sapiens. Só depois, o homem
entendeu que era também direito da mulher sentir prazer. Nada mais justo,
então, dizer que a posição de 4 é
antecessora do papai e mamãe.
Mas por que algo
tão bom às duas partes – incluindo aí, claro, as relações homossexuais – é ao
mesmo tempo excessivamente profano? Em que momento da história o ser humano
convencionou que o sexo deveria ser às escondidas, ao contrário do beijo e do
abraço? Não defendo a ideia de socializar a relação, com o ato na rua, à base
de ingresso cobrado junto à plateia voyeur. Mas o fato é que, num dado momento,
acordou-se que o sexo deveria ser de âmbito íntimo.
A própria
mentalidade de perpetuar a espécie e, como conseqüência disso, constituir
família pode ter contribuído para se enclausurar o sexo. É como se transar às
escondidas passasse a preservar moralmente um ato que, agora, não é mais uma
forma de desafogo das excitações, mas o sustentáculo de um projeto de vida que
prevê continuidade. A casualidade era propensa ao publicismo. O compromisso
parece inibir.
Um outro peso em
favor da blindagem da ação sexual pode ter sido a religião. O motivo é simples:
as convenções morais, que normalmente se calcam nos dogmas de fé, são
impiedosos com a mulher. Razão pela qual a obrigatoriedade de se casar virgem,
de não abandonar o macho que a agride, de não poder trabalhar, estudar, votar,
de ser obrigada a se contentar com a traição do marido era – ou ainda é – da
mulher.
Aos olhos da
tradição judaico-cristã, o sexo virou algo profano a partir de Eva. No jardim
do Éden, foi ela a dar o fruto proibido ao “ingênuo” Adão, e se, até pouco
tempo atrás, os dedos recriminavam a mulher, foi por causa disso. A ideologia
machista, legalizada pelas Escrituras (especialmente no Velho Testamento),
obteve tamanho poder, que não foi incomum num passado recente ver mulheres
julgando uma semelhante sua.
Em momento
posterior, já na Era Cristã, Jesus foi descrito como casto, aquele que se
dedicou exclusivamente à causa. Como se alguém ao seu lado fosse se configurar
em um empecilho, a atrapalhar a consumação da profecia. Se o nazareno tivesse
se relacionado com Madalena – hipótese levantada por quem contesta passagens da
Bíblia –, o sexo certamente seria visto, hoje, como algo menos proibido e
pecaminoso. E, convenhamos, não botaria em xeque, um milímetro sequer, a base
da cristandade.
Se a referência
for o Islamismo, tudo é ainda mais severo. De novo, a figura da mulher é
central, e ela é resguardada excessivamente pelas regras rígidas (que, muitas
deles, não são arbitradas por Deus ou Alá, mas sim pelos homens de má fé). As
roupas, que cobrem o corpo todo, provam que a mulher detém uma liberdade física
menor que o homem, a ponto de ser apedrejada – voltamos ao que de pior havia no passado? – em caso de traição ao marido. Na possibilidade
inversa, o homem é preservado.
Na mitologia
grega, o mesmo. Outra vez, a mulher como figura inferior ao homem. Pandora, a
primeira mulher, mandada por Zeus como forma de punição à desobediência do
homem, portava consigo uma caixa. No objeto, somente coisas boas, que deveriam
ser ofertadas ao mundo apenas depois da ordem suprema. Incapaz de esperar, a
curiosidade fez com que ela abrisse a caixa, soltando ao léu o que de pior
poderia acometer a espécie humana.
A religião, mais
por culpa dos homens que a interpretam, pode ter induzido o sexo à intimidade.
A própria auto-censura, à que está submetida a consciência humana, também deve
ter a sua parcela de culpa na escolha do ambiente fechado. Independente do
fator histórico que tenha levado a transa para dentro de quatro paredes – ou do
banco do carro estacionado em local isolado –, o melhor mesmo é fazer sem
ninguém por perto. Qualquer intruso pode atrapalhar um dos poucos momentos que,
a cada vez que é executado, concede uma sensação diversa, impagável, algo que
oferta mais prazer a quem sente, e não àquele que vê.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
O POVO NAS RUAS: a PM e o JN conheceram a força da democracia
O poder abomina o
protesto. Na imensa maioria dos casos, há na manifestação um resquício de
revolução, e a investida revolucionária tem como principal mote reverter o
sistema vigente. Ou seja, quem está no topo da pirâmide é visto pelos “meros
mortais” como a causa de boa parte dos males sociais. A melhora requer mudança.
Foi com vistas à manutenção do poder intocável que Portugal, no início do século XIX, criou a
primeira polícia militar no Brasil (mais precisamente no Rio de Janeiro, um ano após a vinda da família real ao país), justamente
para manter o que os poderosos chamam de “ordem”. A “ordem”, nesse e em
diversos outros casos da nossa história, significa: “não aceitamos perder ou dividir o poder com o povo e, por isso,
reprimimos qualquer movimento contrário a nós”.
A PM nasce para
abafar as ondas de protestos contra a monarquia e o império, isto é, falamos
aqui de um organismo que tem, em seu DNA, aversão às liberdades de todos os
tipos. Mais tarde, a polícia fora acionada para frear os grupos contrários à
escravidão. Quem exigia mudanças políticas, econômicas e sociais, estava contra
o governo. E se o Estado sofre pressão, quem aparece para protegê-lo? A polícia,
é claro.
O que a política
e seus aparelhos de repressão tardam a compreender é que a liberdade de ir e
vir é inerente ao ser humano, é como o combustível para a própria vida, é a
necessidade encalacrada no instinto e na racionalidade, almejando sempre o
benefício do indivíduo e da sua convivência com o mundo.
Avançando no
tempo, chegamos a junho de 2013, o ano que já entrou para a história do país,
porque o povo renasceu. Especificamente o dia 13, uma quinta-feira, mudou o
destino das reivindicações. Mas não só. Outra instituição, além da PM, precisou
rever seu modus operandi, pois saltou
aos olhos a deformidade do seu trabalho: a imprensa.
Os que detêm a
imprensa, especialmente a escrita e eletrônica de grande apelo, são magnatas do
ramo da comunicação. Na maioria dos casos, não são proprietários de um canal de
TV ou jornal, mas encampam monopólios e conglomerados, algo fruto da
livre-iniciativa do capitalismo e da conivência corrupta de governos, além de
ser, descaradamente, uma configuração nociva ao Estado Democrático de Direito.
Era de se esperar
que o jornalismo dessa gente graúda não visse com bons olhos a invasão das
ruas, as palavras de ordem, tudo aquilo que uma sociedade minimamente
organizada e consciente necessita reiterar aos quatro cantos. O que a grande
mídia não esperava é que ela, sempre intacta, seria alvo. Foi aí que Veja e principalmente a Globo
sofreram.
Bonner precisou deixar
de acompanhar a seleção brasileira na Copa das Confederações, legando o papel a
Galvão, e retornou ao estúdio do JN para acudir Patrícia Poeta. A cobertura do
telejornal no dia 14 foi histórica: nada de generalizar, nada de julgar todo o
movimento como vandalismo, baderna, depredação. O jornalismo da Globo finalmente fizera aquilo que é
dever da imprensa: cobrir os fatos como eles são e resguardar a sociedade, e
não o poder, ora pois.
Quando decidiu
pela mudança editorial, o JN admitiu algo muito elementar: “até ontem fizemos o jornalismo do patrão, o
noticiário pertinente ao poder abastado. Agora que isso não passa despercebido
pela população, é preciso fazer as coisas do modo correto”. A guinada
ocorreu muito em função também da ação arbitrária e violenta da PM frente aos
manifestantes. Era impossível concordar com tudo aquilo que aconteceu no dia
13.
Foi a partir daí
que o jornalismo da emissora passou a aceitar o movimento, pois ele era
“pacífico na sua grande maioria”. Curioso um protesto de tamanhas proporções
mudar de quinta para sexta, como numa trama mágica. Na essência, o clamor das
ruas sempre foi o mesmo, com o teor da não-violência. O que mudou, por força do
povo – dono majoritário de qualquer emissora de rádio e TV –, foi a cobertura
jornalística: não se tornou tendenciosa ao contrário, só ficou mais justa,
equilibrada.
Os rebeldes – no
sentido mais sadio que o termo possui – continuaram pacíficos e o grupo se fez
maior. Aumentou, pois os jovens, que apanharam covardemente da PM (aquela que
defende o Estado e não o povo, aquela que bate em professor nas reivindicações
por melhores salários), foram auxiliados no dia seguinte pelos seus pares,
culminando nas manifestações dos dias 17 e 24, dois dos momentos mais
empolgantes da nossa história recente.
O poder emana do
povo, e só dele. Mais cedo ou mais tarde, de um jeito ou de outro, será sempre
o povo a dar as cartas. É fundamental que a PM e os brutamontes da imprensa
entendam isso.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
O PAPA NO BRASIL E A FILOSOFIA QUE FALTA
“Pois também eu te digo
que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do
inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18).
Jesus idealizava uma igreja que, hoje, inexiste. Qualquer vertente religiosa,
por maledicência ou força das circunstâncias, foi cooptada pelo capital – que é
o poder atualmente constituído –, e aliou-se a ele. Muito antes disso, a
própria igreja buscou o poder, ao juntar-se ao já decadente império romano, em
fins do século IV (376 d.C.). Exatamente cem anos depois, Roma se foi. A
igreja, não.
É evidente que existem
casos isolados, de fundações que pregam o evangelho assim como Cristo o
concebeu. Ou são porta-vozes do que Deus consentiu. Há pessoas inseridas nessas
organizações, cuja seriedade certifica que o discurso não é vazio (já cansaram
as frases feitas: “Jesus te ama” ou “se você ser ou fizer isso vai pro inferno”).
Gente que, mais do que seguir a Bíblia, estuda-a para tentar jogar luz sobre os
mistérios que a razão é incapaz de comprovar.
Porém, de modo
geral, todos os ismos que servem de
sufixo às nomenclaturas religiosas são apegados à realidade terrena e ficam
aquém no quesito espiritualidade.
Talvez porque o ser humano seja assim também, muito preso a provas cabais,
pouco condizente com o que Jesus legou. Segundo Nietzsche, o anticristo somos
nós.
Ao que pese o
Papa ser representante de uma vertente religiosa, o catolicismo, de alguma
forma ele influência – mesmo que à distância – essa ou aquela opinião, o modo
como as pessoas o veem e recebem seus posicionamentos. Quando alguém do seu cacife
está no Brasil, naturalmente discutimos com mais afinco o que ele fez e disse
ao longo do dia, coisa que não acontece quando ele está no Vaticano ou em
qualquer outro país.
O Papa não é
santo. É um personagem influente. Até por isso, é prudente não julgar a sua
vinda pelo viés do catolicismo/cristianismo. Pouco importa se haverá mais
convertidos após a passagem de Jorge Mario Bergoglio pelo Brasil. Se o
argentino deixar aqui um olhar terno e otimista, uma palavra de esperança, um
posicionamento que vise o caminhar adiante, o avanço, a evolução, essas coisas
que andam tão estagnadas e que parecem fazer a nossa mentalidade – inclusive
entre os jovens – regredir sem controle, terá valido muito a pena. Enfim,
qualquer ensejo simples que nos faça melhores, a revigorar o que em nós
adormece ou se perde.
O discurso improvisado
do pontífice aos argentinos, ontem (quinta, 25), em cerimônia fechada, foi
imensamente proveitoso. Mas é só o princípio. A vinda do Papa não é o fim de
nada, e sim o começo, o ponto de partida pra que busquemos o algo a mais. Contentar-se
apenas com líder da igreja católica é percorrer só metade do trajeto, e olhe
lá. Ver Francisco ou estar próximo a ele é o mote (e não o objetivo supremo)
para impedir a recessão dos nossos julgamentos, crenças e discernimentos. É fundamental
desvincular-se da paralisia de que o ser humano tanto gosta. Não é fácil, nem
cômodo. Mas é recompensador.
A necessidade tida
pelo homem de materializar Deus em cantos, ritos, gritos, enfim, em qualquer
coisa que seja visível, audível e palpável, parece mais limitar do que estender
a nossa relação com Deus. Esqueçamos os dogmas. As leis que os homens da igreja
criaram tornam as nossas tentativas mais materiais e menos metafísicas. E é no
que não se pode ver, tocar e ouvir que está Deus em plenitude. É nos olhos
fechados, no silêncio que medita, na busca por não ouvir o outro e nem ouvir a
si mesmo que se encontra o maior legado cristão. A verdade que nos atormenta,
que nos enfraquece, que nos faz desanimar, aguarda que o mais paciente continue
a buscá-la, pois só ela redime e conforta. Eis o desafio íntimo e quieto
fecundado no espírito, a ser semeado pela lucidez, pelo entendimento e, claro,
pela fé.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
DEUS SEJA LOUVADO! 100 mulheres que comprovam que você não veio do macaco
Qual a
importância de uma lista contendo – na humilde visão desde blogueiro – as 100
mulheres mais bonitas dos filmes estrangeiros? Absolutamente, nenhuma. Confesso
que o mote principal surgiu após ver três filmes, em sequência, da não pouco
bela Scarlett Johansson, e perceber que depois tudo ficava mais feio. E comecei
a pensar em outras que me produziam o mesmo efeito: o dom de anestesiar o corpo
e botar qualquer senso de beleza no divã, tamanha a bondade que a natureza despendeu
a essas criaturas e a dificuldade de julgar a perfeição.
No princípio,
escolheria 50 mulheres que eu havia visto nos filmes. Porém, ao perceber que Ava
Gardner, Brigitte Bardot, Brooke Shields, Megan Fox e Rita Hayworth ficariam de
fora (sim, eu jamais vi qualquer filme que as tivesse como atrizes), abri a
exceção de colocar as que desconhecia e as famosas que não poderiam deixar de
estar, para não tornar a coisa injusta. Mesmo assim, sobrarão pessoas a me
xingar, a dizer que “aquela fora da lista é mais bonita que esta”. Tomara mesmo
que isso aconteça...
Além dos nomes
que brotaram, aos poucos, da minha lembrança, usei o Google Imagens e o portal Adoro
Cinema para complementar a pesquisa. Selecionei as mulheres com base,
apenas, no rosto, sem considerar se a bunda de uma é maior que da outra, sem
levar em conta o talento dessa ou daquela para atuar. Razão pela qual a
incrível Meryl Streep não está na relação. E o que é mais evidente nessa coisa
de beleza: talvez você olhe pra alguma escolha minha, e pense: “o que ele viu
nessa criatura?”.
Não quis me arriscar
a colocá-las num ranking – elas serão dispostas em ordem alfabética, contendo,
além do nome, a nacionalidade, foto e filmes em que atuaram. E fiz isso por um
único motivo: é impossível julgar seres tão olimpianos. De todo modo, se é pra escolher
uma, daquela que ocuparia o posto de número 1, diria o nome da primeira que
lembrei, ainda quando rascunhava à caneta os primeiros nomes: Marilyn Monroe.
*Os filmes com asteriscos são os que eu não vi
Agnese
Nano (Itália)
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Cinema Paradiso
|
Amanda
Peet (EUA)
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Alguém tem que ceder; De repente é
amor; Syriana; 2012
|
Amanda
Seyfried (EUA)
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Mamma Mia!; O preço da traição;
Querido John; Cartas para Julieta; Os Miseráveis
|
Angelina
Jolie (EUA)
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O colecionador de ossos; Amor sem
fronteiras; Roubando vidas; Alexandre; O bom pastor; A troca; O turista
|
Anita
Ekberg (Suécia)
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A doce vida*
|
Anne
Hathaway (EUA)
Audrey
Hepburn (Bélgica)
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A princesa e o plebeu; Bonequinha de
luxo
|
Audrey
Tautou (França)
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O fabuloso destino de Amélie
Poulain*; O código da Vinci; Coco antes de Channel*
|
Ava
Gardner (EUA)
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| Os assassinos*; Mogambo* |
Brigitte
Bardot (França)
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O desprezo*; Masculino, feminino*
|
Brooke Shields (EUA)
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A lagoa azul*; Amor sem fim*; Hannah
Montana*
|
Candice Bergen (EUA)
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Gandhi; Miss Simpatia*
|
Capucine
(França)
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A pantera cor-de-rosa*
|
Caterina
Murino (Itália)
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007: Cassino Royale
|
Catherine
Deneuve (França)
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A bela da tarde*; Pele de asno;
Dançando no escuro; Persépolis
|
Catherine
Zeta-Jones (País de Gales)
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| A máscara do Zorro; Traffic; O Terminal |
Charlize
Theron (África do Sul)
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| Advogado do Diabo; Doce Novembro*; Branca de Neve e o Caçador |
Charlotte
Rampling (Inglaterra)
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O porteiro da noite*; A lista: você
está livre hoje?; A duquesa*
|
Claudia
Cardinale (Itália)
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Oito e meio*; Era uma vez no Oeste
|
Connie
Nielsen (Dinamarca)
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Advogado do Diabo; Gladiador
|
Cyd
Charisse (EUA)
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Cantando na chuva
|
Dalida
(Egito)
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Diga-me sobre o amor*; O
desconhecido em Hong Kong*
|
Daryl
Hannah (EUA)
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Um amor pra recordar; Kill Bill 1 e
2
|
Debbie
Reynolds (EUA)
![]() |
Cantando na chuva; O Guarda-Costas
|
Diane
Kruger (Alemanha)
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Tróia; Bastardos Inglórios
|
Diane
Lane (EUA)
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| Chaplin; Infidelidade; Sob o sol da Toscana; Noites de Tormenta |
Elisha
Cuthbert (Canadá)
![]() |
Show de vizinha*; A casa de cera;
Ironias do amor*
|
Elsa
Pataky (Espanha)
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Velozes e Furiosos 5 e 6*
|
Emma
Roberts (EUA)
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Idas e vindas do amor
|
Eva
Green (França)
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Cruzada; 007: Cassino Royale
|
Eva
Longoria (EUA)
![]() |
Sentinela
|
Eva
Mendes (EUA)
![]() |
| Por um triz; Hitch: conselheiro amoroso*; Motoqueiro Fantasma*; Apenas uma noite |
Fanny
Ardant (França)
![]() |
Elizabeth; Paris, te amo*
|
Françoise
Fabian (França)
![]() |
A bela da tarde*
|
Freida
Pinto (Índia)
![]() |
Quem quer ser um milionário; Você
vai conhecer o homem dos seus sonhos*; Planeta dos Macacos: a origem*
|
Gillian
Anderson (EUA)
![]() |
Arquivo X: o filme*; O último Rei da
Escócia
|
Golshifteh
Farahani (Irã)
![]() |
Rede de Mentiras
|
Grace
Kelly (EUA)
![]() |
Janela indiscreta; Disque M para
Matar
|
Halle
Berry (EUA)
![]() |
Momento Crítico; X-Men*; 007: um
novo dia para morrer*;
|
Ingrid
Bergman (Suécia)
![]() |
Casablanca; Quando fala o coração*;
Sob o signo de capricórnio*; Sonata de Outono*;
|
Isabella
Rossellini (EUA)
![]() |
Veludo Azul*; A morte lhe cai bem*;
|
Isabelle
Adjani (França)
![]() |
| A história de Adèle H.*; O inquilino*; Nosferatu*; |
Jane
Fonda (EUA)
![]() |
Julia*; A sogra
|
Jennifer
Connelly (EUA)
![]() |
| Uma mente brilhante; Hulk*; Casa de areia e névoa*; Pecados íntimos; Diamante de sangue; Traídos pelo destino; O dia em que a Terra parou* |
Jennifer
Lopez (EUA)
![]() |
Selena*; Anaconda; Dança Comigo
|
Jessica
Alba (EUA)
![]() |
Sin City*; Quarteto Fantástico*;
Awake: a vida por um fio; Idas e vindas do amor
|
Julia
Roberts (EUA)
Juliette
Binoche (França)
![]() |
Je vous salue, Marie; A
insustentável leveza do ser*; O morro dos ventos uivantes; A trilogia das
cores; O paciente inglês; Chocolate; Em minha terra; Paris, te amo*; Cópia fiel*
|
Kate
Beckinsale (Inglaterra)
![]() |
Pearl Harbor; Escrito nas estrelas*;
Anjos da noite*; Van Helsing; O aviador*; Click; Temos vagas;
|
Kate
Winslet (Ingleterra)
Katherine
Heigl (EUA)
![]() |
Ligeiramente grávidos*; Vestida pra
casar; A verdade nua e crua*; Par perfeito*; Juntos pelo acaso*
|
Kathleen
Turner (EUA)
![]() |
Corpos ardentes*; Tudo por uma
esmeralda; A jóia do Nilo*; A honra do poderoso Prizzi*; A guerra dos Roses*;
Dois espiões e um bebê*; Marley & Eu
|
Katie
Holmes (EUA)
![]() |
Por um fio; Batman Begins;
|
Keira
Knightley (Inglaterra)
![]() |
Piratas do Caribe 1, 2* e 3*; Rei Artur;
Orgulho e preconceito; Desejo e reparação; A duquesa*; Apenas uma noite; Um
método perigoso*; Anna Karenina*
|
Kelly
McGillis (EUA)
![]() |
Top Gun: ases indomáveis; À primeira
vista*
|
Kerry
Washington (EUA)
![]() |
Ray*; O último Rei da Escócia;
Django Livre
|
Kim
Basinger (EUA)
![]() |
007: nunca mais outra vez*; Nove e
meia semanas de amor*; Batman; Los Angeles: cidade proibida*; Celular: um grito
de socorro; Sentinela; A morte e vida de Charlie*
|
Kim
Novak (EUA)
![]() |
Um corpo que cai; Sortilégio de
amor*
|
Laetitia
Casta (França)
![]() |
Gainsbourg*; A negociação
|
Lauren
Bacall (EUA)
![]() |
Assassinato no Expresso Oriente*;
Louca Obsessão; Dogville
|
Laura
Elena Harring (EUA)
![]() |
Um ato de coragem; Cidade dos
sonhos; Império dos sonhos; O amor nos tempos do cólera
|
Laura
Morante (Itália)
![]() |
O quarto do filho; No limite das
emoções
|
Lesley-Anne
Down (Inglaterra)
![]() |
A nova transa da Pantera Cor-de-Rosa
|
Liv
Tyler (EUA)
![]() |
Beleza Roubada; Armageddon; O senhor
dos anéis 1, 2 e 3
|
Elizabeth
Taylor (Inglaterra)
![]() |
Um lugar ao sol*; Assim caminha a
humanidade*; Cleópatra; Adeus às ilusões*; Quem tem medo de Virgínia Woolf*; O
pecado de todos nós*
|
Mandy
Moore (EUA)
![]() |
Um amor pra recordar; Curtindo a
liberdade*; Minha mãe quer que eu case*; Licença pra casar*; Enrolados*
|
Maria
Grazia Cucinotta (Itália)
![]() |
O carteiro e o poeta; 007: o mundo
não é o bastante*; O Ritual*
|
Marilyn
Monroe (EUA)
![]() |
Os homens preferem as loiras; Como
agarrar um milionário; O rio das almas perdidas; O pecado mora ao lado; Nunca
fui santa*; Quanto mais quente, melhor*; Adorável pecadora*
|
Marion
Cotillard (França)
![]() |
Piaf; Nine; Inimigos públicos; A
origem; Meia-noite em Paris; Batman: o cavaleiro das trevas ressurge
|
Megan
Fox (EUA)
![]() |
Transformers*; Garota Infernal*
|
Melanie
Laurent (França)
![]() |
| Bastardos Inglórios; Truque de Mestre* |
Melissa
George (Austrália)
![]() |
| Cidade dos sonhos; Fora de Rumo; Turistas* |
Michelle
Pfeiffer (EUA)
![]() |
Scarface; O feitiço de Áquila;
Ligações Perigosas; Batman: o retorno*; A época da inocência*; Íntimo &
Pessoal*
|
Mila
Kunis (EUA)
![]() |
| O livro de Eli; Cisne Negro; Amizade Colorida*; Ted; Oz, Mágico e Poderoso* |
Milla
Jovovich (Ucrânia)
![]() |
| Chaplin; Resident Evil*; Visões de um crime*; Os três mosqueteiros*; Os mercenários 3* |
Minka
Kelly (EUA)
![]() |
O Reino; (500) dias com ela; Colega
de quarto*
|
Monica
Bellucci (Itália)
![]() |
Malena*; Irreversível; No limite das
emoções; Matrix 2 e 3*; Lágrimas do Sol; A Paixão de Cristo
|
Naomi
Watts (Inglaterra)
![]() |
Cidade dos sonhos; O chamado; King
Kong; O despertar de uma paixão; Império dos sonhos; Senhores do crime; J.
Edgar*; A casa dos sonhos
|
Nastassja
Kinski (Alemanha)
![]() |
Tess: uma lição de vida*; Paris,
Texas*; tão longe, tão perto; Império dos sonhos
|
Natalie
Portman (EUA)
Nicole
Kidman (EUA)
![]() |
Dias de Trovão; Batman Eternamente*;
O Pacificador; De olhos bem fechados; Moulin Rouge; As horas; O quarto do
pânico; Dogville; Reencarnação; A pele; Autrália; Nine; Reféns*
|
Paula
Patton (EUA)
![]() |
Hitch: conselheiro amoroso*; Déjà
Vu; Preciosa; Missão Impossível: protocolo fantasma*
|
Paulette
Goddard (EUA)
![]() |
Tempos Modernos; O Grande Ditador;
Vendaval de Paixões*
|
Penelope
Cruz (Espanha)
Rachel
McAdams (Canadá)
![]() |
Meninas Malvadas; Diário de uma
paixão; Te amarei pra sempre*; Sherlock Holmes 1 e 2; Intrigas de Estado; Uma
manhã gloriosa*; Meia-noite em Paris
|
Rachel
Weisz (Inglaterra)
![]() |
Beleza Roubada; A múmia; Círculo de
Fogo*; O Júri; O Jardineiro Fiel*; Constantine; Fonte da Vida; Eragon*; A casa
dos sonhos; O legado Bourne*; Oz, Mágico e Poderoso*
|
Romy
Schneider (Áustria)
![]() |
O Sol por testemunha*; O processo*
|
Rosario
Dawson (EUA)
![]() |
Homens de Preto 2*; O preço de uma
verdade; Alexandre; Sin City 1 e 2*; À prova de morte*; Sete Vidas
|
Rose
Byrne (Austrália)
![]() |
Tróia; Presságio*
|
Salma
Hayek (México)
![]() |
A balada do pistoleiro*; O Corcunda
de Notre Dame: o filme*; Amor em chamas*; Traffic; Frida; Era uma vez no
México*; Bandidas*; Pergunte ao pó*
|
Sandra
Bullock (EUA)
Scarlett
Johansson (EUA)
Sharon
Stone (EUA)
![]() |
As minas do Rei Salomão*; Instinto
Selvagem; Invasão de Privacidade; Rápida e Mortal; O Especialista; Cassino*;
Diabolique*; Garganta do Diabo
|
Sofia
Vergara (Colômbia)
![]() |
Noite de Ano Novo*
|
Sophia
Loren (Itália)
![]() |
Quo Vadis*; El Cid*; Arabesque*; A
condessa de Hong Kong*; Os girassóis da Rússia*; Um dia muito especial*;
Prêt-à-Porter*; Nine
|
Sophie
Marceau (França)
![]() |
Coração Valente; Sonho de uma noite
de verão*; 007: o mundo não é o bastante*;
|
Stéphane
Audran (França)
O discreto charme da burguesia; A
festa de Babette*
|
Ursula
Andress (Suiça)
![]() |
007: contra o satânico Dr. No*; 007:
Cassino Royale (primeira versão)*; Fúria de Titãs (primeira versão)*
|
Vivien
Leigh (Índia)
![]() |
E o vento levou*; Uma rua chamada
pecado
|
Winona
Ryder (EUA)
![]() |
Edward: Mãos de Tesoura; Drácula de
Bram Stoker*; A Época da Inocência*; A Casa dos Espíritos; As Bruxas de Salem; Alien:
A Ressurreição*; Celebridades*; Outono em Nova York*; Cisne Negro
|
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